UFPA marca presença na abertura do 16º Fórum da Internet no Brasil (FIB16)
Representando o Magnífico Reitor Professor Dr. Gilmar Pereira da Silva, o Diretor do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC), Marco Capela, destacou os desafios da conectividade na Amazônia na sessão de abertura do evento.
Belém, 25 de maio de 2026 — Teve início na noite desta segunda-feira, no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia, a 16ª edição do Fórum da Internet no Brasil (FIB16). O evento, considerado o principal espaço de debate multissetorial sobre governança digital no país, retorna à capital paraense após 13 anos. A Universidade Federal do Pará (UFPA) esteve em destaque na Mesa de Abertura, representada pelo Diretor do CTIC, que levou as contribuições da academia para o cenário da governança de rede na PanAmazônia.
Promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o FIB16 funciona como a etapa preparatória nacional para o Fórum de Governança da Internet (IGF) da ONU. Em um momento em que os olhos do mundo se voltam para a Amazônia, a participação da UFPA reforça o compromisso da maior instituição de ensino e pesquisa da região com o desenvolvimento tecnológico sustentável e inclusivo.
Tecnologia a partir da Realidade Amazônica
Durante o pronunciamento de abertura, Capela, ponderou que o avanço tecnológico na Região Norte precisa estar ancorado nas necessidades sociais de seu povo, indo além do deslumbramento com as novidades de mercado.
"Sediar o FIB16 no coração da Amazônia traz um simbolismo e uma urgência únicos, porque falar de Internet na Amazônia não é só falar de velocidade ou do boom do momento, a Inteligência Artificial. É necessário discutir a governança a partir da nossa realidade", destacou.
A fala ressaltou o papel da universidade pública frente às barreiras geográficas da região, lembrando que a inclusão digital em territórios tradicionais envolve desafios práticos que a UFPA enfrenta rotineiramente em seus múltiplos campi:
"Isso significa debater como a tecnologia pode ser uma ferramenta de inclusão e justiça social para as populações tradicionais — ribeirinhas, quilombolas e indígenas — da Região Norte, um desafio que a UFPA vive diariamente. Significa pensar em soberania e, acima de tudo, em um desenvolvimento digital que seja sustentável e respeite a nossa sociobiodiversidade."

O papel estratégico da formação e da pesquisa na Amazônia
A relevância da UFPA no ecossistema digital, também foi destacada pela participação da Professora Dra. Marcelle Mota, Diretora Adjunta do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN) da UFPA. Na ocasião, a pesquisadora enfatizou o papel estratégico que a instituição desempenha na formação de recursos humanos para o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia através de seus cursos de graduação e pós-graduação. Marciele destacou a consolidação das graduações em Sistemas de Informação e Ciência da Computação, e celebrou a relevância do novo curso de Inteligência Artificial, essencial para responder às demandas tecnológicas contemporâneas, também relatou o destaque do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) nota 6 na avaliação da CAPES.
Uma Internet "Plural e Singular"
Capela também aproveitou a visibilidade do fórum nacional para integrar as discussões da governança da internet ao lema e à identidade institucional da UFPA, "UFPA: Plural e Singular".
Segundo a apresentação, o ecossistema digital ideal para a Amazônia deve espelhar essa mesma essência: ser Plural para acolher a imensa diversidade de saberes, povos e culturas dos territórios da região, e Singular na formulação de soluções técnicas e inovadoras que respeitem as particularidades locais.
Ao final do discurso, foi reafirmada a disposição da UFPA em somar forças com o modelo multissetorial do CGI.br, destacando a importância de a academia produzir ciência, tecnologia e inovação que garantam que a transformação digital ocorra sob o prisma do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade.
Programação continua até sexta-feira
O FIB16 segue com atividades intensas até o dia 29 de maio no Hangar. A programação conta com dezenas de painéis, trilhas técnicas, palestras e workshops de construção colaborativa abordando temas como inteligência artificial, segurança digital, proteção de dados, infraestrutura críticas, etc.
A comunidade acadêmica pode acompanhar as transmissões ao vivo de todas as plenárias e salas temáticas por meio do canal oficial do NIC.br no YouTube. Para mais detalhes sobre horários e links das transmissões, acesse a agenda oficial do evento em fib.cgi.br/pt/agenda.
Texto: Assessoria de Comunicação do CTIC
Foto: CTIC
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